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Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo

Data de Criação: 9 de Junho de 1994  Certificado Conferido pela UNESCO
Data de Individualização: 2017
Superfície Abrangida: Área total: 2.111.432 ha – Área de vegetação: 614.288 ha
Municípios Abrangidos: 78
Bioma: Mata Atlântica e Cerrado

As Reservas da Biosfera são áreas que compreendem ecossistemas terrestres, marinhos e costeiros, onde deve-se promover soluções que conciliam a conservação da biodiversidade com seu uso sustentável, Declaradas pela UNESCO com lastro no Programa Intergovernamental –Man and the Biosphere – Mab (O Homem e a Biosfera).

Cada Reserva da Biosfera é uma coleção representativa dos ecossistemas característicos da região onde se estabelece. Terrestre ou marinha, busca otimizar a convivência homem-natureza em projetos que se norteiam pela preservação dos ambientes significativos, pela convivência com áreas que lhe são vizinhas, pelo uso sustentável de seus recursos.

São “locais de apoio da Ciência para a Sustentabilidade” – locais especiais para testar abordagens interdisciplinares para compreender e gerenciar mudanças e interações entre sistemas sociais e ecológicos, incluindo prevenção de conflitos e manejo da biodiversidade.

Constituem também territórios para o monitoramento, pesquisas, educação ambiental e gerenciamento de ecossistemas, bem como referência de informação e desenvolvimento profissional dos técnicos em seu manejo. Seu gerenciamento é o trabalho conjunto de instituições governamentais, não governamentais e centros de pesquisa. Esta integração busca o atendimento às necessidades da comunidade local e o melhor relacionamento entre os seres humanos e o meio ambiente.

Rede de Reservas da Biosfera:
As reservas da biosfera são nomeadas pelos governos nacionais e permanecem sob a jurisdição soberana dos estados onde estão localizadas. Seu status é reconhecido internacionalmente.

Atualmente existem 669 reservas da biosfera em 120 países, incluindo 20 sítios transfronteiriços.

Zoneamento:
Segundo os preceitos do Programa – MaB (Man and Biosphere – O Homem e a Biosfera) da UNESCO, o zoneamento das Reservas da Biosfera preconiza três categorias de zoneamento para o planejamento da ocupação e uso do solo e de seus recursos ambientais:

ZONAS NÚCLEO: Representam áreas significativas de ecossistemas específicos. No caso da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo, estas áreas são em sua maioria compostas por Unidades de Conservação Estaduais, englobando principalmente remanescentes da Mata Atlântica e algumas áreas de Cerrado. A maior parte destas Zonas Núcleo está sob a administração direta do Instituto Florestal, órgão da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. As áreas foram assim estabelecidas: Parque Estadual Albert Löfgren, Parque Estadual da Cantareira, Parque do Jaraguá, Reserva Florestal do Morro Grande, Parque Estadual do Jurupará, Parque Estadual da Serra do Mar e Estação Ecológica de Itapeti.

ZONAS TAMPÃO: São constituídas pelas áreas subjacentes às Zonas Núcleo. Nestas áreas, todas as atividades desenvolvidas, sejam econômicas ou de qualquer outra natureza, devem se adequar às características de cada Zona Núcleo de forma a garantir uma total preservação dos ecossistemas envolvidos. As Zonas Tampão da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo, abrigam outros espaços possuídos ou não pelo Estado, como Áreas de Proteção de Mananciais, Parque Nascente do Rio Tietê, Área Tombada da Serra do Japi, e inúmeras outras APAs-Áreas de Proteção Ambiental.

ZONAS DE TRANSIÇÃO: São constituídas pelas áreas externas às Zonas Tampão e permitem um uso mais intensivo, porém não destrutivo, do solo e seus recursos ambientais. São nestas áreas que os preceitos do Programa-MAB estimulam práticas voltadas para o Desenvolvimento Sustentável.

 

Com o apoio do Estado e a partir de um histórico movimento da Sociedade Civil, traduzido por 150.000 assinaturas, a UNESCO declarou, no dia 9 de Junho de 1994, Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo, parte integrante da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

Perfil da Campanha de Mobilização:

  • Mobilização da comunidade nacional e internacional;
  • 2 Anos de luta cívil;
  • 2 espetáculos culturais;
  • 150 conferências;
  • 150.000 assinaturas coletadas;
  • Anti-Rima formulado;
  • Inserção na imprensa local e internacional.

Mais tarde, no ano de 2017 a RBCV adquiriu sua autonomia sendo declarada pela UNESCO sua individualização e inclusão na Rede Mundial de Reservas da Biosfera. Tal medida se justifica pelo contexto Urbano da RMSP, totalmente inserida em seu território

PROCESSO DE FORMAÇÃO DA RBCV
Campanha de 2 Anos> Instituto Florestal > Comitê Brasileiro do MaB > MaB – UNESCO > Aprovação da Reserva em 1993 > Declaração da Reserva em 1994 como parte integrante da RBMA > Individualização RBCV como RB independente 2017.

Casa das Reservas da Biosfera do Estado de São Paulo - Instituto Florestal - Sede da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo.

Casa das Reservas da Biosfera do Estado de São Paulo – Instituto Florestal – Sede da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo.

A Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo, atualmente é coordenada, e tem sua estrutura administrativa, no âmbito do Instituto Florestal da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

O Instituto Florestal envidou todos esforços para ajudar a viabilizar também estas Reservas da Biosfera. O Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, por exemplo, é hoje também abrigado pelo Instituto Florestal na Casa das Reservas da Biosfera do Estado de São Paulo, viabilizada em setembro de 1993 com auxílio financeiro do Governo Sueco, através da Rainha Silvia.

 

 

 

Responsáveis

Rodrigo Rodrigues Castanho
Coordenador Executivo

Yara M. Chagas de Carvalho
Presidente do Conselho de Gestão

Tel: (11) 2231-8555 (Ramal 2013/2225)
E-mail: rbcv.secretaria@gmail.com