http://iflorestal.sp.gov.br

Informações sobre a febre amarela

INFORMATIVO AOS PESQUISADORES, OBSERVADORES DE AVES, ECOTURISTAS E VISITANTES DAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO ESTADUAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO

A febre amarela silvestre ocorre no Brasil de forma endêmica, principalmente na região Amazônica, expandindo-se para as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, em ciclos epidêmicos ou epizoóticos (transmissão intensa entre primatas não humanos – diversas espécies de macacos). A transmissão se dá pela picada de mosquitos silvestres dos gêneros Haemagogus e Sabethes infectados pelo vírus da febre amarela, comuns em matas, pois se criam em ocos de árvores que acumulam águas das chuvas. Estes mosquitos apresentam atividade diurna principalmente nos horários mais quentes do dia (final da manhã até o meio da tarde) e podem infectar o homem no interior ou nas bordas das matas.

Sabethes / Foto: Eduardo Bergo

Desde o primeiro semestre de 2016 foi detectada a circulação do vírus da febre amarela nas regiões norte e noroeste do Estado de São Paulo. A partir do início de 2017 houve um aumento no número de casos na regional de Campinas e, recentemente, em outubro de 2017 ocorreu a comprovação da circulação do vírus na zona norte de São Paulo, no Parque Estadual Alberto Löfgren (Horto Florestal) seguido do Parque Anhanguera, e localidades em Mairiporã e Caieiras. Muitas mortes de Primatas Não Humanos (PNH) foram notificadas e considerando o período entre julho de 2016 até o momento, foram confirmados 364 PNH em 40 municípios.

Dentre os quatro tipos de macacos mais afetados (bugios, saguis, macacos-prego e sauás) pela febre amarela no estado de São Paulo, cerca de 80% dos registros foram atribuídos ao bugio-preto (Alouatta caraya – na região oeste do estado no primeiro ano do surto) e ao bugio-ruivo (Alouatta guariba clamitans) na regional de Campinas e RMSP.

De acordo com os dados do último boletim epidemiológico da febre amarela (13/11/2017), entre janeiro e a primeira quinzena do mês de outubro de 2017 foram confirmados23 casos humanos de febre amarela no Estado de São Paulo, entre eles dez óbitos.

Haemagogus / Foto: Eduardo Bergo

Municípios de infecção dos casos humanos: Águas da Prata, Américo Brasiliense, Amparo, Batatais, Campinas, Itatiba, Mococa/Cassia dos Coqueiros, Monte Alegre do Sul, Santa Cruz do Rio Pardo, Santa Lucia, São João da Boa Vista e Tuiuti.

Atualmente, o estado de São Paulo possui uma zona de recomendação para vacina que abrange 16 regiões administrativas e Bacias Hidrográficas e outra zona que vem sendo chamada de temporária devido aos recentes casos de outubro de 2017 (Mapa em anexo). Pessoas que residirem ou forem para estas regiões devem estar imunizadas contra a febre Amarela.

As localidades afetadas e áreas de recomendação de vacina distribuem-se em municípios localizados nas figuras 1 e 2.

É imprescindível que as pessoas que residam ou frequentam ambientes florestais (de mata) estejam imunizadas contra o vírus da Febre Amarela.

Lembrando que a vacina confere imunidade após 10 dias da sua aplicação.

Municípios com epizootias e casos humanos confirmados em 2017 e 2017 / Fonte: CVE – Secretaria de Saúde

Áreas e municípios com recomendação de vacina da febre amarela / Fonte: Secretaria de Saúde

 

Lista de Áreas Protegidas do Sistema Estadual de Florestas (SIEFLOR) situadas nas áreas atuais de circulação do vírus, atualizado até a última semana de outubro de 2017.

Lista de Áreas Protegidas do Sistema Estadual de Florestas (SIEFLOR) situadas nas zonas de recomendação para vacinação (área verde no mapa)

 

INSTITUTO FLORESTAL (IF)

Proteção Integral: Estações Ecológicas de Angatuba, Estação Ecológica de Assis, Estação Ecológica de Avaré, Estação Ecológica de Itapeva, Estação Ecológica de Itirapina, Estação Ecológica de Marília, Estação Ecológica de Mogi-Guaçu, Estação Ecológica de Paranapanema, Estação Ecológica de Santa Bárbara e Estação Ecológica de Santa Maria.

Uso Sustentável: Floresta Estadual de Assis, Floresta Estadual de Guarulhos, Floresta Estadual de Pederneiras e Floresta Estadual da Serra D`água;

Demais áreas Protegidas: Estação Experimental de Araraquara, Estação experimental de Bauru, Estação Experimental de Bento Quirino, Estação Experimental de Buri, Estação Experimental de Casa Branca, Estação Experimental de Itapetininga, Estação Experimental de Itapeva, Estação Experimental de Itararé, Estação Experimental de Itirapina, Estação Experimental de Jaú, Estação Experimental de Luiz Antônio, Estação Experimental de Mogi-Guaçu, Estação Experimental de Mogi-Mirim, Estação Experimental de Paraguaçu Paulista, Estação Experimental de Santa Rita do Passa Quatro, Estação Experimental de São Simão e Estação Experimental de Tupi; Florestas Estaduais de Águas de Santa Bárbara, Floresta de Angatuba, Floresta de Avaré, Floresta de Batatais, Floresta de Bebedouro, Floresta Estadual de Botucatu, Floresta de Cajuru, Floresta de Manduri, Floresta do Noroeste Paulista, Floresta de Paranapanema,Viveiro Florestal de Taubaté, Horto Florestal de Palmital e Horto Florestal deSussuí;

Mais informações em: http://iflorestal.sp.gov.br/areas-protegidas

 

FUNDAÇÃO FLORESTAL (FF)

Proteção Integral: Estação Ecológica de Bauru (Sebastião Aleixo da Silva), Estação Ecológica dos Caetetus, Estação Ecológica do Jataí (Conde Joaquim Augusto Ribeiro do Valle), Estação Ecológica Mata do Jacaré (antiga EE São Carlos), Estação Ecológica de Paulo de Faria, Estação Ecológica de Ribeirão Preto (Mata Santa Teresa), Parques Estaduais do Aguapeí, Parque Estadual das Furnas do Bom Jesus, Parque Estadual do Morro do Diabo, Parque Estadual de Porto Ferreira, Parque Estadual do Rio do Peixe e Parque Estadual daVassununga.

Uso Sustentável: Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade (FEENA).

 

Lista de Áreas Protegidas do Sistema Estadual de Florestas (SIEFLOR) situadas na zona temporária de recomendação para vacina (áreas em Roxo no Mapa)

Parque Estadual da Cantareira, Parque Estadual do Juquery, Parque Estadual do Jaraguá, Parque Estadual do Itapetinga, Parque Estadual do Itaberaba, Parque Estadual de Campos do Jordão, Parque Estadual do Jurupará, Parque Estadual Mananciais Campos do Jordão, Parque Estadual da Serra do Mar (Núcleos Curucutu e Cubatão), Parque Estadual Várzea do Embu Guaçu, Parque Stadual Guarapiranga, Estação Ecológica do Itapeti, ARA e Estação Ecológica de Valinhos.

Mais informações em: http://fflorestal.sp.gov.br

Coordenadoria de Parques Urbanos (CPU):

Proteção Integral: Parque Estadual Alberto Löfgren

 

  

AVISOS E INFORMAÇÕES ÚTEIS:

  1. Verifique se sua carteira de vacinação está em dia para febre amarela;
  2. A nova recomendação da Organização Mundial de Saúde é de apenas uma dose;
  3. Procure orientações sobre a vacinação e imunize-se nos postos de saúde da sua região;
  4. Faixa etária preconizada: dos 9 meses aos 60 anos.
  5. A vacina é contraindicada para pessoas alérgicas a proteínas presentes no ovo, gestantes, mulheres que estejam amamentando crianças até seis meses de idade e outras situações que necessitam de avaliação entre risco-benefício, como idosos acima dos 60 anos;
  6. Depois de vacinado, a imunização efetiva ocorre em 10 dias;
  7. O vírus da febre amarela é transmitido pela picada de mosquitos silvestres de hábitos diurnos dos gêneros Haemagogus e Sabethes;
  8. Ao entrar na mata ou caminhar nas suas bordas, utilizar preferencialmente camisas de manga longa e repelentes, caso não possua histórico de alergia a estes produtos, Seguir orientações Ministério da Saúde (combateaedes.saude.gov.br/pt/prevencao-e-combate/repelentes-e-inseticidas);
  9. Não ofereça alimentos ou se aproxime de grupos de macacos;
  10. Se avistar algum macaco doente ou morto, ou mesmo sua carcaça, avisar imediatamente à Gestão ou Chefia da unidade onde verificou o óbito ou a diretamente para a vigilância epidemiológica do município correspondente no seguinte link: http://www.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica/institucional/gves.pdf

 

As mortes de primatas não humanos indicam as regiões de circulação do vírus, nas quais devem ser intensificadas campanhas de vacinação nas pessoas. Por isso são importantes sentinelas nos surtos de circulação do flavivírus, sendo reconhecidamente considerados como verdadeiros “anjos da guarda”. Manter populações de primatas vivendo nas matas pode salvar vidas humanas.

 

MATERIAL DE APOIO:

A lista de municípios com recomendação de vacinação está disponível em: http://www.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica/areas-de-vigilancia/doencas-de-transmissao-por-vetores-e-zoonoses/doc/famarela/famarela17_lista_mun_vacinacao.pdf

 

Relação dos Grupos e Subgrupos de Vigilância Epidemiológica (GVEs/SGVEs)
http://www.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica/institucional/gves.pdf

 

Telefones e Links uteis:

 

Acesso e Leitura Recomendada:

http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretarias/svs/febre-amarela

http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2017/marco/24/Guia_Epizootias_Febre_Amarela_2a_ed_atualizada_2017.pdf

http://sinitox.icict.fiocruz.br/sites/sinitox.icict.fiocruz.br/files//Manual%20de%20vigilancia,%20prevencao%20e%20controle%20de%20zoonoses%20-%202016.pdf

http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2016/janeiro/14/Nota-Informativa-143-Febre-Amarela-Site-A-a-Z.pdf