http://iflorestal.sp.gov.br

Xilografia

A Escola de Xilografia do Horto Florestal nasceu em 1939, a partir de uma iniciativa do diretor do então Serviço Florestal, José Camargo Cabral, dentro de uma visão que buscava criar programas de ação cultural que pudessem tanto ter alcance social quanto contribuir com a produção científica da instituição. Em 1940, Adolph Kohler, um respeitado xilógrafo de Berlim que emigrara para o Brasil em 1927, foi contratado para o posto de professor de xilografia. Foram recrutados alunos entre os funcionários da instituição que tivessem alguma aptidão para o desenho. Alguns moradores locais também se ofereceram como alunos, buscando profissionalização. A Escola de Xilografia do Horto funcionou até o falecimento do professor Kohler, em 1950, e deixou um acervo importante que marca a técnica da gravura sobre a madeira de topo. São aproximadamente mil obras entre tacos desenhados, matrizes entalhadas e xilogravuras em papel.

A escola formou alguns gravadores: José Cruz, Waldemar Moll, que trabalhou na profissão para a revista “Chácaras e Quintais” e Itajahy Martins, sendo este último o único que seguiu uma carreira artística. Adolph Kohler influenciou ainda a gravura de Lívio Ábramo.