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Vitrais

Os vitrais foram executados especialmente para o Museu Florestal pela Casa Conrado. Em cada uma das quatro salas o piso superior foram instalados três vitrais nas paredes lateriais à altura de 2,80 metros do assoalho. A temática varia de acordo com o assunto principal a que se destinava cada sala do museu, conforme projeto do por Octávio Vecchi. Em duas salas, os seis vitrais representam as folhas e flores de

espécies de árvores nativas: cabreuva, ipê do campo, pinheiro do brejo, açoita-cavalo (L.

divaricata), paineira e mais outra variedade de açoita-cavalo (L. grandiflora). Uma das salas, destinaria-se ao tema da entomologia e os vitrais representam lepidópteros e a ultima (biblioteca), paisagens brasileiras, com diversos animais indígenas.

Casa Conrado
Em 1874 o fundador da empresa, Conrado Sorgenicht (1835-1901) sai da Renânia (região noroeste da Alemanha) rumo ao Brasil, se estabelece na cidade de Iguape, litoral paulista, mas logo segue até São Paulo em 1875 onde inicia seus trabalhos no ramo da vidraçaria e pinturas.

Conrado era extremamente hábil com pinturas, pintava letreiros e fazia gravações de vidro a ácido em estabelecimentos comerciais, sendo assim, ele abre uma pequena oficina na mesma rua que residia, Rua Brigadeiro Raphael Tobias, entre os bairros da Barra Funda e Luz. Os serviços oferecidos pela oficina eram tapeçaria, colocação de vidro e serviço de ornamentos e pinturas.

No período de 1885 e 1889 Conrado exercitando sua prática advinda da experiência adquirida na Europa passa a realizar alguns trabalhos com vidros coloridos e cria suas primeiras obras com vitrais. Acompanhando a marcha do progresso paulista das cafeiculturas, a cidade de São Paulo cresce com a chegada de imigrantes e barões do café, por essa razão a procura pelos serviços da oficina aumenta, o que obriga Conrado a transferir seu ateliê para um barracão no Belénzinho em 1889, onde contrata empregados e amplia os negócios fundando assim a empresa Casa Conrado que foi pioneira na fabricação de vitrais no Brasil.

Apesar da morte do fundador em 1901, seus filhos levaram adiante seu legado, dando continuidade aos negócios da família, destacando-se os períodos de 1920-1935 e de 1950-1965 em que ocorre uma produção de arranjos de vitrais muito bem elaborados, como os do Museu Florestal Octávio Vecchi que sintetiza a flora da mata atlântica. Há cerca de 600 vitrais de autoria dos Conrado espalhados pelo Brasil.