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27/11/17 08:00

Vacina contra a febre amarela é crucial para a conservação da biodiversidade

Carta publicada na Science por 25 pesquisadores do Brasil e do exterior alerta que a doença pode causar a extinção de espécies de primatas

No início de 2017 a revista científica Science Advances publicou carta de autoria de 25 pesquisadores alertando sobre a dispersão do vírus da febre amarela e a ameaça que a doença representa aos primatas.

O texto alerta que a febre amarela se espalhou para uma região fora das áreas onde a vacinação era recomendada. De 2014 e 2016, a doença foi responsável pelo falecimento de 264 pessoas e no mínimo 5.000 primatas. Para os seres humanos existe uma vacina eficaz.

Dentre os autores, está Márcio Port, pesquisador científico do Instituto Florestal especialista em primatas. “Alguns primatas são bastante sensíveis ao vírus. A epidemia pode inclusive causar a extinção de determinadas espécies”, explica. Em muitos lugares, as pessoas estão agredindo e matando macacos por atribuírem a eles a causa da epidemia. Entretanto, esses primatas atuam como anjos-da-guarda, pois nos indicam onde o vírus está circulando e permite aos órgãos competentes que tomem as providências necessárias a tempo.

Os autores concluem ao final da carta que a vacinação é a melhor forma de prevenir epidemias em seres humanos, bem como para evitar agressões a primatas. Deste modo, vacinação é crucial não apenas para a saúde da população, mas também para a conservação da biodiversidade.