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06/03/17 17:03

Passagens de fauna são instaladas para evitar atropelamento de mico ameaçado de extinção

Resultado da parceria entre diversas instituições, pesquisa avaliará a efetividade das passagens aéreas instaladas no município de Guareí/SP e seus diferentes designs

No dia 14 de fevereiro, foram instaladas passagens aéreas de fauna na Rodovia GRI 253, que cruza a Estação Ecológica de Angatuba. O evento faz parte de um projeto de pesquisa que tem como objetivo mitigar os atropelamentos de fauna e avaliar a efetividade dos diferentes designs de passagem.

O ponto foi escolhido pelo fato desta região ser uma área de travessia recorrente de animais, inclusive da espécie de primata mico-leão-preto, ameaçada de extinção e considerada Patrimônio Ambiental Paulista (Decreto nº 60.519/14),  sendo já registrado o atropelamento de quatro indivíduos entre 2013 e 2017.

A pesquisa avaliará a efetividade das passagens através de monitoramento com armadilhas fotográficas, observação direta e monitoramento participativo. Também será verificado se há preferência de uso entre os diferentes designs. Assim, será proposto um protocolo de implantação de passagens aéreas de fauna para os micos.

“A necessidade de passarelas para diminuir o atropelamento dos micos-leões-pretos foi bastante debatida no Conselho Consultivo da Estação Ecológica de Angatuba, por isso, pode-se dizer que a proposta de projeto nasceu neste Conselho”, conta Bárbara Prado, responsável pela unidade de conservação. “A implantação das passarelas foi recebida por todos com grande entusiasmo”.

O projeto “Passagens Aéreas de Fauna: um experimento para o mico-leão preto” é a pesquisa de mestrado da bióloga Francini de Oliveira Garcia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Fundação Parque Zoológico de São Paulo, sob orientação do Prof. Dr. Vlamir José Rocha e coorientação da Profa. Dra. Laurence Marianne Vincianne Culot, da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”(Unesp). Francini foi estagiária na estação Ecológica de Angatuba.

São parceiros do projeto o Instituto Florestal, por meio da Estação Ecológica de Angatuba, a Prefeitura Municipal de Guareí, a Estação Ecológica de Angatuba- IF – SMA-SP e colaboração da empresa Grupo Alvorada, da pesquisadora MSc. Fernanda D. Abra, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP) e do pesquisador Marcel Huijser da Universidade Estadual de Montana (EUA).

Fotos: Acervo Estação Ecológica de Angatuba / Francini de Oliveira Garcia

Mais informações: Bárbara H. S. Prado – Estação Ecológica de Angatuba – Tel.: (15) 3271-3866